O Comitê Gestor do IBS (CGIBS) publicou o Volume 1 da Cartilha Orientativa da NF-e do IBS, documento que inaugura oficialmente a fase prática da Reforma Tributária no que diz respeito às notas fiscais.
Ela traz:
- Os novos campos obrigatórios do IBS,
- as finalidades e eventos dos documentos fiscais eletrônicos,
- regras das notas de crédito e débito,
- e como essas informações alimentarão o modelo de apuração assistida, previsto na LC 214/2025 e na EC 132/2023.
Clique aqui para fazer o download oficial da Cartilha (Volume 1)
Explicação técnica ampliada: O que muda na prática para as empresas
A Cartilha mostra claramente que a NF-e deixará de ser apenas um documento comercial e passa a ser o coração do novo sistema tributário.
A apuração assistida será 100% baseada nas notas fiscais
O governo calculará o IBS com base:
- Nos campos preenchidos na NF-e,
- nas regras de crédito e débito registradas,
- e no fluxo de emissão e recebimento.
Ou seja, qualquer falha de cadastro ou erro operacional vira falha tributária.
Os ERPs precisam ser ajustados imediatamente
A Cartilha deixa explícito que as empresas devem:
- Adaptar o sistema emissor,
- Revisar cadastros de produtos e serviços,
- Treinar times internos,
- Adequar o fluxo de compras, vendas e fiscal,
- Acompanhar novos volumes da Cartilha que serão lançados.
As empresas que deixarem para fazer isso só em 2026 sentirão impacto direto na operação.
- Pontos críticos que merecem atenção imediata
- Validação dos novos eventos da NF-e;
- Configuração correta de IBS devido e IBS recuperável;
- Revisão de NCM, CFOP, CST e regras de crédito do IBS;
- Testes no ambiente de homologação assim que liberado;
- Preparação da equipe para novos erros de validação;
- Ajuste da integração entre compras, vendas, fiscal e TI.
A qualidade da apuração assistida dependerá 100% da precisão desses dados.
- Como sua empresa pode se preparar agora
- Criar um comitê de transição para o IBS.
- Mapear a jornada de emissão e recebimento de NF-e.
- Atualizar o ERP e testar o novo schema assim que possível.
- Reestruturar processos internos baseados na Cartilha.
- Treinar equipes de compras, vendas e fiscal.
- Acompanhar atualizações do CGIBS e evolução da Cartilha.
Ferramentas e sistemas que ajudam na reforma tributária
Nos últimos meses, a Reforma Tributária tem dominado as discussões no meio empresarial, mas muitas empresas ainda não avançaram para entender o impacto real sobre seus números.
A Reforma Tributária é muito falada, mas quase não se mostra como os cálculos funcionam na prática. Por isso, muitos ainda não iniciaram projetos de análise de impactos.
Exatamente por isso, algumas empresas já começaram a usar o Simulador da Reforma Tributária, uma ferramenta que projeta (com base em relatórios excel, xmls e speds) cenários com base nas novas regras e estima efeitos sobre margens, preços e carga tributária.






