Lucro Presumido pode ficar até 10% mais caro já em 2026

O PLP 128/2025, aprovado como parte do pacote fiscal do governo, muda silenciosamente uma das engrenagens mais usadas pelas empresas brasileiras: o Lucro Presumido. Com o corte linear de incentivos fiscais, a base de cálculo do IRPJ e da CSLL sobe 10%, impactando cerca de 1,5 milhão de empresas.

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Na prática, isso significa mais imposto sobre o mesmo faturamento. A alíquota efetiva total, que hoje gira em torno de 10,88%, passa para 11,97% a partir de 2026. Pode parecer pouco, mas no acumulado anual o impacto é relevante, especialmente para empresas que faturam entre o teto do Simples e R$ 78 milhões por ano.

O alerta é ainda maior porque essa mudança não vem sozinha. Ela acontece junto com a reforma tributária do consumo, que já reduz as vantagens comparativas do Presumido a partir de 2027, quando a CBS passa a ser cobrada em alíquota cheia.

Ou seja: muitas empresas podem estar caminhando para um regime mais caro e menos eficiente, sem ter feito contas ou simulações.

Com a aprovação do PLP 128/2025, o Lucro Presumido passa por uma mudança estrutural que afeta diretamente o bolso das empresas. A nova regra reduz incentivos fiscais de forma linear e eleva em 10% os percentuais de presunção, aumentando automaticamente a base de cálculo do IRPJ e da CSLL.

Na prática, isso significa que empresas que hoje presumem 32% da receita como lucro passarão a presumir 35,2% a partir de 2026. Esse ajuste gera um efeito em cadeia: o IRPJ, o adicional de IR e a CSLL ficam mais caros, mesmo sem qualquer crescimento real do faturamento.

Com isso, a carga tributária efetiva sobe de aproximadamente 10,88% para 11,97%, um aumento relevante para empresas que já operam com margens apertadas. Estima-se que cerca de 1,5 milhão de empresas sejam impactadas, especialmente aquelas que faturam acima do Simples Nacional e abaixo do teto do Presumido.

Esse movimento ocorre em paralelo à reforma tributária do consumo, que já vinha reduzindo a competitividade do Presumido. A partir de 2027, com a substituição do PIS e da Cofins pela CBS em alíquota cheia, muitas empresas deixarão de ter a vantagem que antes compensava o IRPJ e a CSLL mais elevados.

O resultado é um cenário claro: para muitas empresas, o Lucro Presumido deixa de ser automaticamente a melhor escolha, e a análise de migração para o Lucro Real deixa de ser opcional para se tornar estratégica.

Ferramentas e sistemas que ajudam na reforma tributária
Nos últimos meses, a Reforma Tributária tem dominado as discussões no meio empresarial, mas muitas empresas ainda não avançaram para entender o impacto real sobre seus números.

A Reforma Tributária é muito falada, mas quase não se mostra como os cálculos funcionam na prática. Por isso, muitos ainda não iniciaram projetos de análise de impactos.

Exatamente por isso, algumas empresas já começaram a usar o Simulador da Reforma Tributária, uma ferramenta que projeta (com base em relatórios excel, xmls e speds) cenários com base nas novas regras e estima efeitos sobre margens, preços e carga tributária.