REFORMA TRIBUTÁRIA VAI MUDAR O IMPOSTO SOBRE ALUGUÉIS

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Com a reforma tributária do consumo entrando em fase de implementação, um grupo que começa a sentir impactos diretos é o de pessoas que investem em imóveis para gerar renda com aluguel, seja locação tradicional ou locação de curta temporada (como plataformas digitais).

Hoje, na maioria dos casos, quem aluga imóveis como pessoa física paga basicamente Imposto de Renda sobre os valores recebidos. Porém, com o novo modelo tributário, esse cenário tende a mudar.

Aluguéis entram no radar da reforma

Com a criação do IBS e da CBS, atividades ligadas ao consumo passam a ser tributadas de forma mais ampla, e isso inclui operações de locação em determinados contextos.

Na prática, isso significa que:
• A renda de aluguel pode passar a ter nova carga tributária
• Locação de curta temporada tende a ser mais impactada
• O custo para manter imóveis para renda pode aumentar

Ou seja, a reforma não afeta apenas empresas, também alcança investidores pessoas físicas.

O crescimento da estratégia de “abrir holding”

Diante dessas mudanças, muitas pessoas começaram a receber a mesma recomendação: abrir uma holding patrimonial.

A lógica é simples:
• Criar uma empresa
• Transferir os imóveis para essa empresa
• Receber os aluguéis pela pessoa jurídica
• Pagar menos Imposto de Renda em alguns cenários

De fato, essa estratégia pode funcionar em determinadas situações, principalmente quando há grande volume de receitas ou planejamento sucessório envolvido.

Mas existe um problema: essa recomendação está sendo feita de forma generalizada, sem análise individual.

Nem sempre a holding é vantajosa

O que muitos investidores não estão considerando é que a reforma tributária tende a aproximar a carga de IBS e CBS entre pessoa física e pessoa jurídica.

Ou seja, a vantagem pode diminuir ou até desaparecer dependendo do caso.

Além disso, abrir uma holding envolve:
• Custos contábeis e jurídicos
• Regras societárias
• Impactos em outras atividades do contribuinte

Sem planejamento adequado, a estratégia pode gerar mais custos do que economia.

O ponto que quase ninguém está falando

Existe outro fator importante que vem sendo ignorado.

A reforma tributária também cria benefícios para empresas prestadoras de serviços, permitindo redução de alíquota em alguns casos.

Empresas de atividades como:
• Advocacia
• Contabilidade
• Arquitetura
• Consultoria
• Serviços intelectuais em geral

podem ter redução de até 30% na alíquota do IBS e da CBS, desde que cumpram determinados requisitos, como não participar como sócio em outras empresas.

Isso muda completamente a análise.

Se a pessoa abrir uma holding para os imóveis, pode perder o benefício na atividade principal.

Ou seja:
• Economiza no aluguel
• Mas paga mais imposto no negócio principal

E, em muitos casos, essa segunda parte representa a maior fonte de renda.

Reforma tributária aumenta a importância do planejamento

A grande mudança trazida pela reforma é que decisões patrimoniais deixam de ser automáticas.

Estratégias como abrir holding, migrar regime tributário ou reorganizar patrimônio precisam considerar:

  • Fonte principal de renda
    • Volume de receitas
    • Estrutura societária
    • Impactos cruzados entre atividades

Com o novo sistema, planejamento tributário deixa de ser opcional e passa a ser essencial.

2026: o último ano para recuperar impostos pagos a mais

No Brasil, muitas empresas pagam impostos além do que a lei realmente exige, seja por falhas históricas no aproveitamento de créditos, interpretações restritivas ou simples falta de revisão técnica, e é justamente nesse ponto que a Bart Gestão Tributária atua: identificando valores pagos a maior e viabilizando a recuperação direta do dinheiro junto ao governo, retroativamente em até 5 anos. Com a chegada da Reforma Tributária e o início da transição em 2026, esse cenário muda de forma definitiva, tornando 2026, na prática, o último grande ano para revisar o passado, organizar créditos e recuperar valores no modelo atual, antes que novas regras, prazos e limitações passem a valer. Quem age agora transforma complexidade em caixa; quem deixa para depois corre o risco de simplesmente abrir mão de dinheiro que já é seu.